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  Um a cada quatro jornalistas morre em cobertura de conflitos armados
Texto: Marcos Cardinalli/João Paulo Brito | Fotos:Nivaldo Silva/NHPhotos
  19/08/2014



Citando dados do Repórteres Sem Fronteira, Gabriel Valladares, assessor jurídico co Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), ressaltou que entre os jornalistas que morrem no exercício da profissão, um a cada quatro que cobriam conflitos armados.

Segundo Valladares, é fundamental que os profissionais da comunicação façam uma linha direta com organizações, como o CICV, antes de irem a campo realizar coberturas desse tipo.

Com a participação de 20 estudantes e 4 observadores, o assessor do CICV realizou aula magna e concedeu entrevista coletiva na qual introduziu conceitos básicos para a compreensão do Direito Internacional Humanitário (DIH), aplicável aos conflitos armados.

O encontro aconteceu sábado (16), no Centro de Imprensa/Redação-Escola da OBORÉ, sendo o primeiro do XIII Curso de Informação sobre Jornalismo em Situações de Conflito Armado e Outras Situações de Violência, realizado entre os meses de agosto e setembro, no âmbito do Projeto Repórter do Futuro.

Além de ressaltar a proteção jurídica aos jornalistas e correspondentes de guerra em conflitos armados, Valladares enfatizou que estes profissionais estão protegidos pelo Direito Internacional Humanitário. "O jornalista é um civil presente no local de conflito e, deste modo, não pode receber ataque direto e intencional, a menos que tome parte da hostilidade", afirma.

Valladares explicou que o DIH, ramo do Direito Internacional Público, é um código universal que regula a conduta das partes envolvidas em um conflito armado.

O objetivo do DIH é proteger os civis, combatentes feridos e fora de combate, e os prisioneiros de guerra. “Em uma guerra, um soldado não pode fazer o que quiser", enfatizou Valladares, “o DIH é o limite fundamental em um conflito”.

Convidados

Além dos estudantes e observadores, estiveram presentes os assessores da Ouvidoria de Polícia do Estado de São Paulo, Edgard Mello e Wagner Bucheb, que confirmaram a presença do Ouvidor de Polícia Júlio Neves no próximo encontro do módulo, neste próximo sábado (23).

Com a confirmação, Júlio Neves será o segundo conferencista do curso que ministrará palestra e cederá uma entrevista coletiva aos 20 estudantes selecionados. O encontro acontecerá na Matilha Cultural, a partir das 9h.


Sobre o curso

O 13º Curso de Informação sobre Jornalismo em Situações de Conflito Armado e Outras Situações de Violência, que integra o Projeto Repórter do Futuro, promovido pelo CICV em parceria com a OBORÉ, IPFD - Instituto de Pesquisa, Formação e Difusão em Políticas Públicas e Sociais e Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, acontece nos dias 16 e 30 de agosto e 13 e 27 de novembro, respectivamente no Centro de Imprensa/Redação-Escola da OBORÉ, Cúria Metropolitana da Arquidiocese de São Paulo, nova sede da OAB-SP e Centro Cultural da Intercom Prof. Dr. José Marques de Melo.

O módulo conta com o copatrocínio do Sindicato dos Professores de São Paulo - SINPRO-SP e apoio da Fundação Memorial da América Latina, Cátedra UNESCO de Comunicação, Sociedade Brasileira dos Estudos Interdisciplinares da Comunicação – INTERCOM, Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo – SJSP, Hospital Premier/Grupo MAIS, as revistas Brasil Atual, Caros Amigos, Samuel e Fórum, o blog O Xis da Questão e com a coordenação dos Cursos de Jornalismo da Cásper Líbero, ESPM, Mackenzie, Metodista-SP, PUCSP e USP

Metodologia Repórter do Futuro

Os encontros semanais cumprirão a seguinte rotina: serão 30 minutos de reunião de pauta entre os alunos e o coordenador pedagógico do curso; uma hora de palestra com os especialistas, sem interrupções; 40 minutos de entrevista coletiva; e, por fim, 30 minutos para um balanço sobre a dinâmica do dia, novamente entre o coordenador e os estudantes. Esta próxima conferência com Gabriel Valladares, no entanto, seguirão o formato de Aula Magna, com maior tempo de exposição do palestrante e mais espaços para esclarecimento de dúvidas sobre o tema.

Serão oferecidos, ainda, atendimentos semanais individuais com jornalistas e professores com o objetivo de prestar orientação textual e jornalística personalizada. Também será possível avaliar, durante essas monitorias, as qualidades a serem potencializadas e defeitos a serem trabalhados por cada aluno.

Pacto de reembolsa

Para medir o empenho real de cada participante, o projeto trabalha com o critério da “reembolsa”: os alunos pagam o valor de um salário mínimo no momento da matrícula, mas recebem o dinheiro de volta ao final do curso se: 1) participarem de todas os encontros; 2) participarem de ao menos um atendimento individual; 3) produzirem todas as matérias semanais na sequência de cada encontro; 4) conseguirem publicar ao menos uma delas em qualquer veículo de comunicação que possua um editor responsável.

A metodologia do Projeto Repórter do Futuro é resultado de uma experiência de mais de 20 anos na realização de cursos de complementação universitária.

 
 
 
   
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