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  Inclusão de trabalhador com deficiência é fronteira para justiça social

  28/04/2014


"As empresas querem contratar cegos que enxergam, surdos que escutam e cadeirantes que saem andando", disse o coordenador do Programa de Inclusão da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE/SP), José Carlos do Carmo, o Kal, na sétima palestra/ conferência de imprensa do 7º Curso Descobrir São Paulo - Descobrir-se Repórter.

De acordo com ele, no estado de São Paulo menos de 50% dos trabalhadores com deficiência que deveriam estar empregados para que a legislação fosse cumprida têm registro de trabalho. "Ao mesmo tempo que esse número revela o quanto já conseguimos em termos de inclusão no mercado de trabalho formal, deixa claro que temos um longo caminho pela frente para atingir a justiça social por meio do exercício do direito constitucional de acesso ao trabalho para milhões de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência", afirmou.

 

Em sua palestra, Kal do Carmo discorreu sobre a saúde do trabalhador em geral e abordou a evolução da sociedade ao longo do tempo na compreensão das capacidades das pessoas com deficiência e em seu potencial produtivo. "Um erro ainda comum é as empresas anunciarem que estão contratando pessoas com deficiência. É preciso ter clareza de que o que se contrata é um trabalhador para realizar um determinado trabalho, e que ele pode ter alguma deficiência. A empresa que sabe essa diferença faz a inclusão da maneira correta e consegue obter o melhor desse trabalhador em termos de produtividade", explicou.

 

José Carlos do Carmo é médico, auditor fiscal da SRTE/SP e da Câmara Paulista pela Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal. É autor do livro Construindo a Inclusão da Pessoa com Deficiência no Trabalho – A Experiência na Indústria da Construção Pesada no Estado de São Paulo, que virou referência para outros segmentos da economia e segue obtendo importantes reconhecimentos.

 

Acesse e leia a versão digital do livro Construindo a Inclusão da Pessoa com Deficiência no Trabalho – A Experiência na Indústria da Construção Pesada no Estado de São Paulo clicando neste link.

 

Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e com mestrado em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP, foi presidente do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz e do Diretório Central de Estudantes da USP Alexandre Vanucchi Leme, além de diretor da União Estadual dos Estudantes (UEE). Como médico, trabalhou durante três anos em Angola, na África. 

 

Defesa da Lei de Cotas

 

Segundo Kal do Carmo, a Lei 8.213 – mais conhecida como lei de Cotas – tem se revelado um instrumento essencial na promoção da inclusão de trabalhadores com deficiência no mercado de trabalho formal. "Sou favorável às políticas afirmativas, porque percebo o resultado que produzem. A Lei de Cotas permitiu que o Ministério de Trabalho atue para garantir o exercício do direito ao trabalho por uma parte expressiva da população brasileira", disse.

 

A Lei de Cotas prevê que as empresas com 100 ou mais empregados devem reservar um percentual de vagas para trabalhadores com deficiência, conforme o padrão abaixo:

 

Número de Funcionários / Percentual de Vagas

De 100 a 200: 2%

De 201 a 500: 3%

De 501 a 1.000: 4%

Acima de 1.000: 5%

 

O Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) apurou que 24,5% da população afirmaram ter algum tipo de limitação para se locomover, ouvir ou enxergar. Esse número inclui pessoas idosas e obesas, além das que têm visão monocular (cegueira em um olho). Estima-se que cerca de 15% dos brasileiros têm deficiências classificadas pelo Ministério do Trabalho como elegíveis para contagem de percentuais de reserva de vagas previstas pela Lei de Cotas.

 

Acesse e baixe a apresentação de José Carlos do Carmo clicando neste link.

 

Sobre o curso

 

O curso, de complementacão universitária em jornalismo e gratuito, é realizado em parceria pela Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo, OBORÉ Projetos Especiais e Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Conta com o apoio do SINPRO/SP – Sindicato dos Professores de São Paulo, Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Cátedra UNESCO de Comunicação, Hospital Premier/MAIS – Modelo de Atenção Integral à Saúde, NH Photos/Nivaldo Silva, IPFD – Instituto de Pesquisa, Formação e Difusão em Políticas Públicas e Sociais, e da coordenação dos principais cursos de Jornalismo de São Paulo, além das revistas Samuel, Brasil Atual, Caros Amigos, Fórum, Imprensa, Le Monde Diplomatique Brasil, Piauí e do blog O Xis da Questão – Mídia, Jornalismo e Atualidade, do Prof. Manuel Carlos Chaparro.

 
 
 
   
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