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  Carlos Chaparro é homenageado com Troféu Averroes 2012 neste sábado, na Câmara Municipal
Texto: João Paulo Brito
  10/09/2012

Manuel Carlos Chaparro será o homenageado no próximo sábado, 15 de setembro, às 14h, no salão nobre da Câmara Municipal de São Paulo. O jornalista, professor livre-docente e escritor recebe o Troféu Averroes 2012 – criado pelo artista plástico Jaime Prades – em reconhecimento à dedicação de sua vida ao desenvolvimento do jornalismo, da educação e das comunicações sociais.

Com curadoria do senador da República italiana José Luiz Del Roio, a cerimônia contará com o concerto “Tributo ao Professor Manuel Chaparro”, núcleo de música Ensemble São Paulo. A entrada é gratuita e todos são convidados.

O Troféu Averroes é concedido, como um ato de reconhecimento público, aos pioneiros, compartilhadores e àqueles que se empenham pela paz e convívio entre povos, culturas, religiões e etnias, e é entregue anualmente na ocasião dos Ciclos de Cinema e Reflexão Aprender a Viver, Aprender a Morrer.


Ganhadores do Troféu Averroes

Durante a primeira edição do Ciclo de Cinema e Reflexão Aprender a Viver, Aprender a Morrer, em 2008, o prêmio Averroes foi concedido ao Prof. Marco Túlio Figueiredo, doutor em patologia, organizador e ex-professor das disciplinas eletivas de Cuidados Paliativos e Tanatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor titular do curso de Tanatologia e Cuidados Paliativos da Faculdade de Medicina de Itajubá (FMIt), além de membro fundador da International Association for Hospice and Palliative Care (Houston/USA). Marco Túlio foi um dos precursores do paliativismo no Brasil.

No ano seguinte, foi a vez de Ausonia Favorido Donato ganhar o prêmio pela sua atuação marcante na área de educação formal e na saúde pública que vem desempenhando desde o final da década de 1960. Diretora pedagógica do Colégio Equipe, atualmente é também pesquisadora do Núcleo de Formação e Desenvolvimento Profissional do Instituto de Saúde da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Na terceira edição do Ciclo de Cinema e Reflexão, em 2010, teve como ganhador o médico, pesquisador e professor Luiz Hildebrando Pereira da Silva. Formado pela Faculdade de Medicina da USP, trabalhou na metade de década de 1950 na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sendo nomeado assistente de Parasitologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) onde trabalhou até ser demitido pelo Ato Institucional n.1, em 1964. De volta ao Brasil em 1968, após passagem pela França, foi nomeado professor de Genética na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) sendo novamente demitido pelo Ato Institucional nº 5, um ano depois. Volta à França e ao Instituto Pasteur, onde trabalhou até sua aposentadoria, em 1996. Atualmente, dirige o Instituto de Pesquisa em Patologias Tropicais de Rondônia, onde  desenvolve pesquisas em Imunologia e Epidemiologia da malária. Foi eleito Professor Emérito da Universidade Federal de Rondônia e da  Universidade de São Paulo.

Eclea Bosi, pesquisadora, escritora e poetisa foi laureada com o troféu Averroes 2011 por conta dos seus estudos ligados à memória e enaltecimento à vida, não só como um fenômeno biológico, mas também biográfico. Professora Emérita do Instituto de Psicologia da USP e docente do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho, Eclea fundou, em 1994, a Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI) – um programa de extensão universitário da USP cujo objetivo é possibilitar ao idoso aprofundar conhecimentos em alguma área de seu interesse e, ao mesmo tempo, trocar informações e experiências com os jovens.


Quem é Manuel Carlos Chaparro

Nascido em 4 março de 1934 em Tramagal, uma pequena vila portuguesa, Manuel Carlos da Conceição Chaparro, é filho de pai ferroviário e mãe analfabeta (“sábia, porém”, como costuma dizer).

Começou a atuar como jornalista aos 21 anos, quando se tornou repórter e redator do “Juventude Operária”, órgão oficial do Juventude Operária Católica (JOC). Aos 27, veio para o Brasil onde foi repórter, editor e articulista de vários jornais e revistas de grande circulação, ganhando, por três vezes, o Prêmio Esso, a principal premiação brasileira de jornalismo.

Em 1969, ajudou a criar a Proal (Programação e Assessoria Editorial), que revolucionou a comunicação empresarial e institucional no Brasil.

Entrou na Escola de Comunicações e Artes da USP aos 45 anos, como estudante de jornalismo, graduando-se em 1982. Num intervalo de dez anos concluiu o mestrado e realizou seu doutorado, tornando-se professor do curso de jornalismo, cargo que manteve até se aposentar, em 2001. Não sem antes atingir a livre-docência, em 97.

Em 1989 e 1991, foi presidente da INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, principal sociedade científica brasileira na área de Comunicação Social.

Ajudou a criar, em 1994, o Projeto Repórter do Futuro, que, realizado pela OBORÉ Projetos Especiais em Comunicações e Artes, promove cursos de complementação universitária voltados para estudantes de jornalismo. Três anos depois, elaborou com os alunos da disciplina-oficina “Aventura de Fazer Jornal” da Universidade Aberta à Terceira Idade o jornal “Reproposta”, primeiro veículo da UATI/USP.

Na USP, ainda foi ressuscitador do “Jornal do Campus”, órgão laboratorial do curso de jornalismo da ECA e idealizador do “Pré-Pauta” (predecessor da Agência USP) que passou a abastecer a imprensa com notícias sobre a produção científica da Universidade de São Paulo.

Tem três livros publicados sobre jornalismo: Pragmática do Jornalismo (1994), Sotaques d’aquém e d’além mar – Percursos e gêneros do jornalismo português e brasileiro (1998, em Portugal; 2008 no Brasil com título Sotaques d’aquém e d’além mar – travessias para uma nova teoria de gêneros jornalísticos), e Linguagem dos Conflitos, de 2011, lançado em Portugal.        

Em 2004 foi coautor (com Norma Alcântara e Wilson Martins) de um quarto livro: A imprensa na berlinda. Em 2006, lançou o blog “O Xis da Questão – Jornalismo, Mídia e Atualidade”.

 E compôs, em 2009, a Comissão de Especialistas instituída pelo Ministério da Educação (MEC) para realizar o relatório “Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Jornalismo”, que desenha como deverão ser os cursos de comunicação social no Brasil.

 
 
 
   
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