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  A partir do filme O Piano, convidados discutem como a música pode expressar a identidade
Texto: Giulia Afiune Foto: Akira Tsukamoto
  29/06/2012


A SESSÃO AVERROES CINEMA E REFLEXÃO de 25 de junho exibiu o longa O Piano, de Jane Campion. O longa ganhou três prêmios Oscar em 1994, incluindo o de melhor atriz para Holly Hunter. Ela interpreta Ada, uma viúva muda que vai viver com a filha na Nova Zelândia após um casamento arranjado. Apaixonada por música, ela se sente contrariada quando o novo marido troca seu piano com um comerciante local, George Baines, por terras no continente quase inexplorado. Ada tem a chance de recuperá-lo quando Baines propõe devolver o instrumento em troca de aulas de música. Contudo, os dois acabam se envolvendo amorosamente.

A música como forma de expressão foi um dos focos da Mesa de Reflexão, composta pela psicóloga Luana Viscardi Nunes e pelo músico e professor da ECA-USP Ivan Vilela. Para os debatedores, a personagem se comunicava por meio da música. “O instrumento é como um prolongamento do corpo de Ada. A música permitia que ela se expressasse além do que era possível dizer com a linguagem verbal”, analisou Vilela, Mestre em Composição Musical pela Unicamp e Doutor em Psicologia Social pela USP.

Essa forte ligação fica clara em uma passagem do filme, quando Ada negocia a troca das teclas do piano pelo seu próprio corpo. “Ao ser forçada a casar, Ada teve sua voz como mulher silenciada. Mas em relação ao Baines, ela coloca sua vontade”, aponta Luana Viscardi. Para a psicóloga, a obra retrata o processo de apropriação da personagem principal em relação à sua feminilidade. “Ela precisa se desatar do instrumento – que pode representar o falecido marido de Ada – para concluir um processo de luto e libertar o seu desejo”, observa.

“O objetivo de trazer esse filme era conversar sobre as mortes em vida, as perdas”, explica a mediadora da Mesa, Maria Goretti Maciel, médica e paliativista.

Música em Hospitais

Para Goretti e Vilela, a música pode ser usada para promover o conforto de pacientes terminais, ou seja, é uma das técnicas dos cuidados paliativos. “A Música é impregnada de memória, ela tem a ver com a história do paciente. Quando ouvimos uma música que tem significado para nós, essa memória renova a nossa vida”, esclareceu Ivan Vilela, que realiza esse trabalho no Hospital Premier, além de ser curador do curso Formação de músicos atuantes em hospitais e instituições de idosos, promovido pela mesma instituição.

A Diretora do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual de SP, Maria Goretti, explica a necessidade de o paciente não deixar de ser ele mesmo nos momentos finais. “Morrer com dignidade é morrer com a mesma personalidade com que você viveu sua vida”, defende.

Saiba Mais

A SESSÃO AVERROES CINEMA E REFLEXÃO ocorre mensalmente desde 2008 graças à parceria entre Cinemateca, Hospital Premier e OBORÉ. O objetivo é refletir, examinar e debater a condição humana, a vida e sua terminalidade. Destinadas, sobretudo, a profissionais e estudantes da área de medicina e saúde, as sessões são abertas ao público, acontecem sempre às 19h da última segunda-feira de cada mês e são seguidas de mesa de reflexão com convidados das mais diversas áreas do conhecimento. Antes de toda sessão, às 17h, a Cinemateca oferece uma visita guiada por suas dependências, incluindo a área técnica de restauro.

A edição deste mês conta com o apoio da Faculdade de Medicina de Itajubá, do Instituto Paliar, da Academia Nacional de Cuidados Paliativos e da Universidade Aberta à Terceira Idade / Universidade Federal de São Paulo (UATI – UNIFESP).

Próxima Sessão

No dia 30 de julho, a SESSÃO AVERROES CINEMA E REFLEXÃO exibirá a obra A última grande lição (Tuesdays with Morrie), de Mick Jackson. Com Jack Lemmon, Hank Azaria e Wendy Moniz no elenco, o filme conta a história de um jornalista renomado que construiu sua importante carreira ignorando detalhes valiosos da vida. Quando ele descobre que seu grande mestre e amigo, um famoso acadêmico, está morrendo de uma grave doença - um tipo de esclerose conhecida como Doença de Lou Gehrig, passa a rever todos os conceitos e práticas de sua vida.

A Mesa de Reflexão contará com a geriatra Cláudia Burlá e a psicóloga Débora Genezini. Cláudia é membro da Câmara Técnica sobre a Terminalidade da Vida e Cuidados Paliativos do Conselho Federal de Medicina e sócia-fundadora e membro do Conselho Consultivo da Academia Nacional de Cuidados Paliativos do Conselho Federal de Medicina. Já Débora é psicóloga do Programa de Cuidados Paliativos do Hospital Samaritano, coordenadora da Comissão multiprofissional da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), além de mestre em Gerontologia pela PUC-SP. A mediação será feita por Henrique Parsons, do Departamentos de Cuidados Paliativos e Medicina de Reabilitação e Terapêutica de Investigação do Câncer do M.D. Anderson Cancer Center, Universidade do Texas.


SERVIÇO

Sessão Averroes de julho – “A Última Grande Lição”
Data: 30 de julho, segunda-feira, às 19h
Local: Cinemateca Brasileira – Sala BNDES
Largo Senador Raúl Cardoso, 207, Vila Clementino, São Paulo, SP
Mais informações no site www.cinemateca.gov.br
Informações sobre programação: (11) 3512-6111 Ramal 215
 
 
 
   
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