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  Consumismo está esgotando recursos naturais da Amazônia, critica geógrafo da USP
Texto: Giulia Afiune Foto: João Paulo Brito
  05/06/2012

O geógrafo Wagner Costa Ribeiro defendeu a rentabilidade como estratégia para atrair grandes produtores e empresas para a Economia de Baixo Carbono.



“Enquanto a Economia de Baixo Carbono não virar uma oportunidade dos proprietários ganharem dinheiro, não vamos resolver as questões ambientais”, defendeu o Professor Wagner Costa Ribeiro, professor do curso de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP) na quarta conferência de imprensa do curso Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter, no sábado, 2 de junho, no Instituto de Estudos Avançados da USP.  “Não é o ideal, mas o mundo é capitalista”, justificou o Ribeiro e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da USP – PROCAM.
  

Para ele, o consumismo exacerbado é o responsável pelo esgotamento dos recursos na Amazônia, uma vez que o meio-ambiente possui um limite físico. O plantio de soja e a criação de gado, importantes produtos de exportação brasileiros, são as principais causa do desmatamento na região. “A agropecuária extensiva degrada grandes áreas, tornando necessária a busca de outros territórios que avançam sobre a Amazônia”, explicou a Profa. Neli Aparecida de Melo-Théry, na terceira aula do mesmo curso. Segundo dados mostrados por Ribeiro, o corte de árvores é o maior responsável pela emissão de gás carbônico pelo Brasil. 

 

O Professor explicou que as chuvas no Sudeste do país vêm da Amazônia, redirecionadas pela Cordilheira dos Andes. “Como o desmatamento produz mudanças na dinâmica climática do local, ele pode até prejudicar a agricultura em outras regiões do Brasil”. Costa Ribeiro considerou que já existem medidas que podem ajudar. “Apesar de não resolver o problema, o Pacto da Soja é um acordo que visa difundir a produção com certificado ambiental. Se o produtor desmatar, não vão comprar soja dele”.   

 

A maior reserva de água doce do mundo é outra riqueza amazônica que está ameaçada. O geógrafo mostrou que a América do Sul possui recursos hídricos em abundância, enquanto regiões como a Índia, o Norte da África e o próprio município de São Paulo já sofrem com a falta desse bem. “Os Estados Unidos já tomaram um território da Colômbia para construir o Canal do Panamá. Pra quem já está na Colômbia, é fácil chegar na Amazônia”, alertou. Ribeiro criticou a apropriação que o Brasil faz de seus recursos hídricos e a falta de regulação nesse mercado. “A água utilizada no processo industrial não é precificada. Nós exportamos essa água sem custo para outros países”. 

 



Prof. Wagner Costa Ribeiro e o coordenador pedagógico Pedro Ortiz em aula do módulo Amazônia.

De acordo com o Professor, apesar da exploração dos recursos naturais, a Amazônia possui 
características que podem se converter em rentabilidade sem degradar o meio ambiente. “A biodiversidade amazônica é um grande acervo de informação genética que pode levar à descoberta de novas substâncias e materiais renováveis. Ela deveria ser um grande laboratório, um verdadeiro pólo científico”, defendeu. A diversidade social também poderia ajudar. “Eles vivem a partir dos recursos de lá, então possuem um conhecimento que nós não temos. Um acadêmico ganha 30 anos de pesquisa quando vai a campo com as indicações da população local.” 

 

Segundo Wagner Costa Ribeiro, esse potencial científico é um dos fatores que colocam o Brasil em uma posição fundamental na Rio+20. A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável ocorrerá no final de junho e tem como tema o equilíbrio entre geração de lucro, conservação ambiental e redução da pobreza. “As principais metas do Brasil na Rio+20 devem ser a regulação do mercado de água, a adequação do solo, a melhoria do ar das grandes metrópoles e a diminuição do consumo.”

Quer saber mais sobre esta conferência?

Acompanhe a cobertura completa feita pelos estudantes no site-laboratório do Projeto Repórter do Futuro

 
Programação - 6º curso Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter 

Dia 28/04 – Aula Magna


9h às 11h – Prof. Dr. Manuel Carlos Chaparro (ECA-USP) - podcast 

Dia 05/05 – Abertura

9h 'as 13h - Prof. Pedro Ortiz (Coordenação do Repórter do Futuro) - vídeo

Dia 12/05

9h às 11h – Prof. Eduardo Goes Neves (MAE-USP)  - vídeo

11h às 13h – Prof. Paulo Artaxo (IFUSP) - vídeo

Dia 19/05

9h às 12h – Profa. Neli Aparecida de Mello-Théry (EACH e IEA-USP) - vídeo e áudio

Dia 26/05

9h às 11h – General Antunes (Exército Brasileiro, ex-CMA)- vídeo
11h às 13h – Profª. Betty Mindlin (PUC e IEA-USP)

Dia 02/06

9h às 12h – Prof. Wagner Costa Ribeiro (IEA e PROCAM-USP) - vídeo

Dia 16/06

9h às 11h - Prof. Marcos Buckeridge (IB-USP)
11h às 13h - Prof. Paulo Kageyama (ESALQ-USP)

Dia 23/6


9h às 11h - Prof. Ariovaldo Umbelino de Oliveira (FFLCH-USP)

O Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP) transmitirá as conferências de imprensa ao vivo pela internet através do link : 

 

Projeto Repórter do Futuro 

 

Composto atualmente por três módulos – Descobrir a Amazônia, Descobrir São Paulo e Jornalismo em Situação de Conflitos Armados – o Projeto Repórter do Futuro, há 17 anos vem se destacando por oferecer aos estudantes de Jornalismo uma oportunidade de complementação ao que é ensinado nas escolas. O gerente executivo da ABRAJI, Guilherme Alpendre, ressaltou a importância do Projeto para a formação do profissional de Jornalismo. “Independente do tema do módulo, do ponto de vista profissional, quem participa dos cursos aprende muito com a super estrutura de uma entrevista coletiva, como produzir um texto, uma reportagem, como funciona a elaboração de uma pauta, o quão valiosa é a avaliação individual em que o professor-orientador se senta ao lado do estudante e diz ‘olha, nós vamos melhorar assim, assim, assim’, que é o que eu acho que todo estagiário deveria ganhar no seu local de trabalho.”

 

A metodologia dos cursos se baseia em uma conferência de imprensa, realizada por profissionais de destaque na área, seguida de uma entrevista coletiva feita pelos estudantes. A cada encontro, eles devem produzir uma matéria acerca do que foi discutido e, ao final do curso, devem publicar, em um veículo profissional, uma reportagem sobre um dos temas abordados. Os cursos do Repórter do Futuro operam com base no Pacto de Reembolsa, ou seja, os alunos que cumprirem estas etapas e participarem de pelo menos um atendimento individual com o coordenador pedagógico do curso receberão de volta o cheque no valor de um salário mínimo entregue à Secretaria Executiva no início das atividades.

 

 
 
 
   
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