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  Conferencistas abordam direitos indígenas e atuação do Exército na Amazônia
Texto: Giulia Afiune
  31/05/2012

Dificuldade para patrulhar fronteiras e foram discutidos pelo General Antunes e pela antropóloga Betty Mindlin na quarta aula do módulo, sábado, 26, no IEA-USP.

O lema do Exército brasileiro “Braço forte, mão amiga” é exacerbado na Amazônia segundo o General do Exército Brasileiro Mário Ramos Antunes. Em conferência de imprensa concedida por ele no sábado, 26 de maio, no Instituto de Estudos Avançados da USP, o ex-membro do Comando Militar da Amazônia (CMA) mostrou que as funções do Exército no local vão além da atuação militar. “Pela Constituição, nós devemos defender a pátria e garantir a lei e a ordem. Mas temos também as funções complementares que buscam uma integração com a sociedade, como a Operação Enchente, que ajuda as pessoas no período de cheia dos rios e está acontecendo agora”, explicou. Além disso, as Forças Armadas também devem atuar contra delitos nas fronteiras nacionais.

Para o General, as características dos 15 mil km de limites territoriais brasileiros oferecem obstáculos à atuação do Exército. A extensão é o primeiro deles: 11 mil km, 73% do total, devem ser patrulhados pelo CMA. A permeabilidade é outro. “Como as fronteiras passam no meio de Unidades de Conservação, selvas, rios, montanhas e cidades, é muito fácil passar por elas, o que torna o controle muito difícil”, assinalou o militar.

Ao contrário do que se imagina, as fronteiras brasileiras não são inabitadas. Indígenas e ribeirinhos residem nesses locais de baixo desenvolvimento sócio-econômico e infraestrutura básica precária. “É por isso que o Exército precisa usar a ‘mão amiga’”, afirmou Antunes. Apesar do território compartilhado, o General afirma que não há conflitos com os índios. “Nós temos livre trânsito e podemos instalar bases em território indígena. Mesmo assim, a relação deles com o Exército é harmoniosa.”

Direitos Indígenas

De acordo com a antropóloga Betty Mindlin, os conflitos que ameaçam a vida dos índios são com proprietários de terras, grandes construtoras e com o próprio Estado. Ela informou que a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho e a Declaração Universal sobre Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU em 2007, obrigam o governo a consultar os povos antes de tomar qualquer decisão sobre seu território. “Mas no caso da Belo Monte, por exemplo, isso não está acontecendo. Não é errado fazer hidrelétricas, mas dá pra fazer sem destruir.”, afirmou Betty.

A antropóloga destacou que muitas decisões sobre as Terras Indígenas são tomadas no Congresso Nacional, onde a Frente Parlamentar da Agropecuária, popularmente conhecida como bancada ruralista, exerce grande influência, segundo reportagem da BBC Brasil. A autorização para o extrativismo e a demarcação de terras são dois exemplos em que isso ocorre. “Os índios e seus direitos têm que entrar no cálculo econômico”, defendeu ela.

Quer saber mais sobre esta conferência?
Acompanhe a cobertura completa feita pelos estudantes no site-laboratório do Projeto Repórter do Futuro

Próxima conferência de imprensa

Políticas públicas e ciências ambientais serão o tema da conferência de imprensa que ocorrerá no próximo sábado, dia 02/06, no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), pelo módulo “Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter”, do Projeto Repórter do Futuro. O geógrafo Wagner Costa Ribeiro, coordenador do Grupo de Pesquisa de Ciências Ambientais do Instituto de Estudos Avançados da USP e docente do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da USP, é o conferencista convidado para esta ocasião. 

Sobre o conferencista

Wagner Costa Ribeiro é geógrafo (Universidade de São Paulo – 1986) e Doutor em Geografia Humana (Universidade de São Paulo – 1999), é professor Titular do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo, que presidiu entre 2006 e 2008. Obteve a Livre Docência em 2004, também na USP, e realizou estudos de Pós-Doutorado na Universidad de Barcelona. Foi professor visitante da Universidad de Sevilla em 2008. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Política e meio ambiente, atuando principalmente nos seguintes temas: políticas públicas ambientais, relações internacionais e meio ambiente, gestão dos recursos hídricos, ordem ambiental internacional e cidade e meio ambiente. É coordenador do Grupo de Pesquisa de Ciências Ambientais do Instituto de Estudos Avançados da USP e autor de A ordem ambiental internacional (2001 e 2005 – segunda edição) e Geografia política da água (2008), entre outros livros.

Programação - 6º curso Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter Dia 28/04 – Aula Magna

9h às 11h – Prof. Dr. Manuel Carlos Chaparro (ECA-USP)

Dia 05/05 – Abertura

Prof. Pedro Ortiz (Coordenação do Repórter do Futuro)

Dia 12/05

9h às 11h – Prof. Eduardo Goes Neves (MAE-USP) 11h às 13h – Prof. Paulo Artaxo (IFUSP)

Dia 19/05

9h às 12h – Profa. Neli Aparecida de Mello-Théry (EACH e IEA-USP)

Dia 26/05

9h às 11h – General Antunes (Exército Brasileiro, ex-CMA)
11h às 13h – Profª. Betty Mindlin (PUC e IEA-USP)

Dia 02/06

9h às 12h – Prof. Wagner Costa Ribeiro (IEA e PROCAM-USP)



Dia 16/06



9h às 11h - Prof. Marcos Buckeridge (IB-USP)
11h às 13h - Prof. Paulo Kageyama (ESALQ-USP)



Dia 23/6

9h às 11h - Prof. Ariovaldo Umbelino de Oliveira (FFLCH-USP)



 O Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP) transmitirá as conferências de imprensa ao vivo pela internet através do link:

Projeto Repórter do Futuro

Composto atualmente por três módulos – Descobrir a Amazônia, Descobrir São Paulo e Jornalismo em Situação de Conflitos Armados – o Projeto Repórter do Futuro, há 17 anos vem se destacando por oferecer aos estudantes de Jornalismo uma oportunidade de complementação ao que é ensinado nas escolas. O gerente executivo da ABRAJI, Guilherme Alpendre, ressaltou a importância do Projeto para a formação do profissional de Jornalismo. “Independente do tema do módulo, do ponto de vista profissional, quem participa dos cursos aprende muito com a super estrutura de uma entrevista coletiva, como produzir um texto, uma reportagem, como funciona a elaboração de uma pauta, o quão valiosa é a avaliação individual em que o professor-orientador se senta ao lado do estudante e diz ‘olha, nós vamos melhorar assim, assim, assim’, que é o que eu acho que todo estagiário deveria ganhar no seu local de trabalho.”

A metodologia dos cursos se baseia em uma conferência de imprensa, realizada por profissionais de destaque na área, seguida de uma entrevista coletiva feita pelos estudantes. A cada encontro, eles devem produzir uma matéria acerca do que foi discutido e, ao final do curso, devem publicar, em um veículo profissional, uma reportagem sobre um dos temas abordados. Os cursos do Repórter do Futuro operam com base no Pacto de Reembolsa, ou seja, os alunos que cumprirem estas etapas e participarem de pelo menos um atendimento individual com o coordenador pedagógico do curso receberão de volta o cheque no valor de um salário mínimo entregue à Secretaria Executiva no início das atividades.

Conheça mais sobre o Projeto Repórter do Futuro
 
 
 
   
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