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  Cinemateca Brasileira reúne estudantes do Repórter do Futuro em homenagem a SP
Giulia Afiune e Ana Luisa Gomes
  01/02/2012

Para homenagear a cidade de São Paulo - objeto de estudo, investigação e reportagem dos alunos que participam do atual módulo de complementação universitária voltado a estudantes de jornalismo,  a coordenação do Projeto Repórter do Futuro  organizou uma sessão especial de cinema no dia 28 de janeiro, sábado, às 15 horas, na Cinemateca Brasileira. 

Neste dia foi exibido o longa metragem Bem-Vindo a São Paulo.  A obra, de 2004, levou três anos sendo produzida, foi lançada nos cinemas em 2007 e foi exibida nesta sessão especial para também homenagear o cineasta, escritor e crítico de cinema Leon Cakoff, criador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, falecido recententente vítima de um câncer cerebral.       

A sessão integrou as atividades do Projeto Repórter do Futuro - módulo Descobrir São Paulo, Descobrir-se Repórter desenvolvido pela OBORÉ e Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) em parceria com a Câmara Municipal de São Paulo. Após a projeção houve uma Mesa de Reflexão com o jornalista Milton Bellintani, coordenador do módulo, o presidente da Câmara de Vereadores José Police Neto e Rubens Machado Júnior,  pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) e professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP .    


Como foi a Sessão Especial 

A cidade de São Paulo, que vem sendo investigada pelos alunos no módulo Descobrir São Paulo, Descobrir-se Repórter, foi explorada de uma nova maneira no último sábado, 28.  filme Bem Vindo a São Paulo oferece, ao longo dos 17 curtas que o compõem, uma abordagem plural do que é a experiência cotidiana na metrópole.

Em 2004, dezesseis cineastas de diversas nacionalidades foram convidados para a produção do longa pelos organizadores da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Leon Cakoff e Renata de Almeida. “Os 16 que participam para dizer ‘bem vindo a São Paulo’ passeiam com energia pela cidade, olham a cidade de ontem, a de hoje…” analisou o vereador. “Os olhares diferenciados que cada cineasta propõe são parte da riqueza da cidade”, comentou Rubens Machado. 

Segundo o professor da ECA, “É um problema atávico do cinema paulista, não ser filmado por gente daqui, mas retratado por italianos, portugueses, japoneses que chegaram e veem sombras de uma cidade estrangeira. Faz parte dessa visão cosmopolita que o cinema construiu”. Para ele, a dificuldade de se entender São Paulo de uma forma racional desafiou diferentemente cada diretor e ficou evidente no resultado final. “Esses filmes todos são tão caóticos quanto a experiência que a gente tem na própria cidade”.

Para Guilherme Alpendre, gerente-executivo da ABRAJI, que estava presente na plateia, o filme adquire sentido com a experiência pessoal de quem conhece a cidade “O estrangeiro ou o paulistano desatento enxergam essas imagens como uma colcha de retalhos, como pura entropia que não vai pra lugar nenhum. Ao mesmo tempo, em um dos curtas eu reconheci o seu Osvaldo, que é quem me vende cebola a quatro anos. E o seu Osvaldo me fez repensar todo o filme”, comentou. Guilherme relembrou que os outdoors e publicidades que ilustram vários dos curtas já não estão presentes na cidade desde 2007 devido à Lei da Cidade Limpa. “Talvez a mensagem do filme se reconstrua à medida que a cidade se desconstrói”, analisou o jornalista.

A Leon Cakoff

Amigo pessoal do crítico de cinema, o presidente da Câmara aproveitou a oportunidade para relembrar alguns traços da personalidade de Cakoff que faleceu em outubro de 2011. “Ele era daqueles que mudava o tamanho da casa para ela abrigar mais daquilo que precisava para produzir a Mostra”, lembrou o vereador. “Perguntam: você vai partilhar parte do quarto do seu filho para fazer o que você vai fazer pros outros? E ele dizia, mas ele gosta! São coisas da generosidade humana”, ele comentou. Police Neto reforçou que Cakoff não tinha essa postura porque queria se saciar, mas porque tinha algo para revelar aos outros.
 

Sobre o filme

Bem-Vindo a São Paulo (Welcome to São Paulo).
Brasil, 2007. 97 min. Direção: Leon Cakoff, Wolfgang Becker, Renata de Almeida, Kiju Yoshida, Mika Kaurismäki, Phillip Noyce, Caetano Veloso, Jim McBride, Hanna Elias, Maria de Medeiros, Ming-liang Tsai, Ash, Mercedes Moncada, Andrea Vecchiato, Amos Gitai, Daniela Thomas.

Em 2004, os organizadores da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo Leon Cakoff e Renata de Almeida convidaram vários cineastas internacionais para a produção de um longa-metragem com distintas visões sobre a cidade. Um dos objetivos do projeto foi destacar o olhar estrangeiro nas peculiaridades da nossa metrópole, a terceira maior cidade do mundo. O resultado é o Bem-Vindo a São Paulo  produção coletiva com 97 minutos, narrado por Caetano Veloso, que também participa em dois segmentos do filme com a sua emblemática canção Sampa.  

São Paulo é a maior cidade do hemisfério sul, com uma dinâmica incessante de misturas culturais, com imigrantes de todo o mundo e migrantes de todas as partes do Brasil. A reunião destas peculiaridades é vista através da sensibilidade dos seguintes cineastas e seus segmentos presentes no longa-metragem Bem-Vindo a São Paulo / Welcome to São Paulo, na ordem de apresentação que segue:

MARCO ZERO/ GROUND ZERO, visto por Phillip Noyce (AUSTRÁLIA) – Com vários depoimentos sobre as peculiaridades de São Paulo, a metrópole que dissimula diferenças sociais, culturais e étnicas, todos em torno do marco zero da cidade, no entorno da Catedral da Sé. A câmera nervosa de Phillip Noyce registra um turismo curioso, com um grupo de estudantes em excursão pelo centro histórico de São Paulo, e um pastor bíblico dos novos tempos, pregando fora da catedral católica convencional e com uma dramática próxima à estética de Terra em Transe, de Glauber Rocha.

NATUREZA-MORTA/ STILL LIFE, visto por Renata de Almeida e Leon Cakoff (BRASIL). O registro de uma exposição fotográfica, com várias gerações de espectadores, reflete sobre a importância da memória e aponta o espanto diante da irreversibilidade dos tempos.

MANHÃ DE DOMINGO/ SUNDAY MORNING, visto por Mika Kaurismäki (FINLÂNDIA). Registros sobre o tempo remoto e vago da metrópole conhecida por suas agitações, com o seu despertar vagaroso em uma manhã de domingo. Um contraponto sensível sobre a ocupação de espaços normalmente invisíveis nos dias caóticos da semana.

A GARÇONETE/ THE WAITRESS, visto por Kiju Yoshida (JAPÃO). Uma visita ao bairro da Liberdade, onde se concentra a maior colônia japonesa do mundo, revela os sofrimentos e as resistências enfrentadas pelas três gerações de imigrantes do Japão, até a sua integração na cultura brasileira. A imigração japonesa começou no início do século 20 e veio para substituir a mão-de-obra escrava dos negros nas plantações de café. Estas revelações são ouvidas através de uma entrevista com Takeko Oyama, uma veterana garçonete de um restaurante de cultura japonesa, conduzida pela atriz Mariko Okada, mulher de Yoshida e primeira dama do cinema japonês.

CONCRETO/ CONCRETE, narrado por Caetano Veloso – BRASIL. Um poeta, do alto de um edifício, nomeia e aponta as construções que vê com os nomes de árvores em tupi: Jacarandá, caiuá, paraparaí; Urucum. Ibirapitanga, orabutã, ibirapiranga, ibirapitã (pau-brasil)... Um forte e contrastante efeito plástico impregna os edifícios com cores, sombras e luzes crepusculares emocionantes. Originalmente, todo o território do estado de São Paulo era coberto de mata atlântica. As florestas em concreto, rebatizadas com os solenes nomes de árvores em tupi, ecoam como que um novo poema concreto, como uma nova ‘canção’ de Caetano Veloso.

NOVO MUNDO/ NEW WORLD, visto por Jim McBride (EUA). Ao mesmo tempo em que o olhar do cineasta percorre bairros de passado glorioso e paisagens deterioradas de São Paulo, observa-se a comovente resistência no colorido e na vida cotidiana de seus habitantes. A crônica reforça que “a paisagem que resiste guarda as lembranças de um passado acolhedor; A cultura que resiste é aquela que não queremos ver.

ENSAIO GERAL/ A REHEARSAL FOR ALL, visto por Hanna Elias (PALESTINA). O registro generoso de todo um processo de ensaio geral de uma tradicional Escola de Samba de São Paulo, a Vai-Vai, com as várias gerações envolvidas, em plena rua do Bixiga, um tradicional bairro conhecido por sua ligação com as várias gerações da imigração italiana.

ALGUMA COISA ACONTECE/ SOMETHING PULLS, visto por Maria de Medeiros (PORTUGAL – FRANÇA). A emblemática esquina entre as avenidas Ipiranga e São João, eternizadas na canção Sampa, de Caetano Veloso, é visitada com emoção pela câmera de Maria de Medeiros, como cineasta e como grande atriz. Como atriz, ouvimos na sua voz sussurrada a letra de Sampa que começa dizendo “Alguma coisa acontece em meu coração, e só quando cruza a Ipiranga e Avenida São João...”

AQUÁRIO/ AQUARIUM, visto por Tsai Ming-Liang (TAIWAN). São Paulo tem a maior concentração mundial de edifícios. Lugares onde muitas vezes a solidão se  esconde e só é vista quando há sufoco. Quando falta ar. Que faz janela onde menos se espera. Veremos ambulantes na cidade com suas mercadorias, em dia chuvoso: guarda-chuvas, vassouras, espanadores e... peixes ornamentais, isolados um a um, em sacos plásticos pendurados num varal. Estas imagens acabam servindo como introdução a um grande ‘aquário’ visitado pelo cineasta, que posta sua câmera em frente a um edifício decadente, e visita seus apartamentos, revelando o intenso drama de seus habitantes.

ESPERANÇA/ HOPE, visto por Ash (EUA). Um percurso noturno da cidade, com seus desertos e agitação. O cineasta conversa primeiro com uma personagem noturna, um travesti, falando do seu passado, de seus sonhos e seus planos para encontrar um príncipe encantado e mudar para uma vida melhor. Na seqüência de sua busca de personagens com esperança, conversa com uma jovem de classe média em um bar elegante da cidade, que sonha ser ‘top model’ e conquistar as passarelas do mundo.

FARTURA/ PLENTIFUL, visto por Mercedes Moncada (MÉXICO) e Franco de Peña (VENEZUELA). Por mais intermediários que uma refeição tenha antes de chegar ao prato, o alimento como mercadoria tem a dimensão da metrópole em que circula. Os dois cineastas latino-americanos saíram em busca de personagens responsáveis pelo colorido, a cenografia e todo o encanto das feiras de rua.

FORMAS/ SHAPES, visto por Andrea Vecchiato (ITÁLIA). Podemos dizer que não se deve creditar ao passado de uma cidade o que dela se espera no presente ou no futuro. Que as marcas de uma cidade são gravadas pelo povo que as têm. Esta é a cidade que nos desvenda o olhar do cineasta, buscando seus símbolos que nos acenam com a ficção de futuros bem mais próximos e bem melhores.

SIGNOS/ SIGNS, visto por Max Lemcke (ESPANHA). Os símbolos de comunicação da cidade em uma colagem vertiginosa. As maneiras de expressão de uma cidade, o excesso de informações visuais e a sedução pretendida por cada uma delas. Entre todos os signos, modernos e tradicionais, o olhar atento deve selecionar aqueles realmente vitais no trânsito cotidiano.

MODERNIDADE/ MODERNITY, visto por Amos Gitai (ISRAEL). Um novo grande hotel da cidade abordado dentro dos conceitos de uma arquitetura futurista. O aeroporto metropolitano comparado a supermercados. Os recursos de uma câmera digital vistos como fetiches modernos. A solidão nos corredores do grande hotel e seu contraponto visto da janela, que ilustra uma cidade autofágica, em constante processo de reconstrução. 

ESPERANDO ABBAS/ WAITING FOR ABBAS, visto por Leon Cakoff (BRASIL). O encontro e o diálogo com um personagem observado em São Paulo pelo cineasta Abbas Kiarostami e objeto de um roteiro sobre crianças abandonadas na Avenida Paulista, onde também se concentra a maior riqueza do país. O ex-menino de rua, hoje um homem de rua, nervoso e preocupado em defender a sua integridade, manda um recado singelo e comovente para o cineasta de Gosto de Cereja.

ODISSÉIA/ ODYSSEY, visto por Daniela Thomas (BRASIL). A situação inusitada de um elevado que aos domingos é ocupado como área de lazer. O elevado é percorrido igualmente nos dias em que o tráfico urbano é soberano em seus domínios. Igualmente ‘personagem’ de seu longa Terra Estrangeira, co-dirigido com Walter Salles, o elevado adquire aqui uma dimensão homérica, além de oferecer surpresas plásticas de grande impacto.

BEM-VINDO A SÃO PAULO/ WELCOME TO SÃO PAULO, visto por Wolfgang Becker (ALEMANHA). Uma descida vertiginosa sobre São Paulo, desde o ponto de vista macro de satélite, até se aproximar dos edifícios e ruas. Começa então uma viagem arterial em busca das identidades da cidade. A busca termina em uma loja de discos em vinil e no micro-detalhe de uma agulha que pousa sobre um disco. O disco toca então Sampa, na gravação original de Caetano Veloso.


Sobre Leon Cakoff

Um dos maiores nomes da resistência cultural no Brasil durante a ditadura, Leon Cakoff é o fundador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Nasceu Leon Chadarevian em Alepo, na Síria, em 25 de junho de 1948. Veio para o Brasil com a família aos oito anos de idade e formou-se pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Por problemas com o regime militar, adotou o pseudônimo Cakoff, que nunca mais abandonou. Faleceu em 14 de outubro de 2011, depois de grande luta contra um câncer no cérebro. 

Leon foi casado durante 22 anos com Renata de Almeida, atual diretora da Mostra. Ela dirige a Mostra a seu lado desde a 13ª edição do evento, em 1989. Deixa dois filhos com ela, Jonas e Thiago, além de dois filhos do primeiro casamento, Pedro e Laura.

Ele começou a carreira em 1969 como jornalista e depois crítico de cinema nos Diários Associados. A partir de 1974, dirigiu o Departamento de Cinema do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e iniciou a programação de mostras e ciclos no museu. Em 1977, para comemorar os 30 anos do Masp, Leon criou a 1ª Mostra Internacional de Cinema, com 16 longas e 7 curtas brasileiros e internacionais. Logo no primeiro ano, foi criada uma das maiores marcas do festival, o prêmio com o voto do público, que na primeira edição foi para Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia, de Hector Babenco. Um artigo do Jornal do Brasil registra que “a Mostra é o único lugar onde se pode votar no país”.

Desde a primeira edição, Leon travou uma luta ferrenha contra a censura imposta pelo regime militar, trazendo filmes até por meio de malas diplomáticas de embaixadas e consulados. Foi assim que a Mostra exibiu filmes inéditos vindos da China, Cuba, União Soviética, França e dos mais distantes países.

A partir de 1984, Leon desligou-se do Masp e carregou consigo o evento. A 8ª Mostra foi marcada por alguns dos maiores embates contra a censura. É o ano da histórica sessão de O Estado das Coisas de Wim Wenders no Cine Metrópole, ao fim da qual ele subiu ao palco para anunciar a ordem federal de fechamento do cinema e interrupção do festival. O fato repercutiu em diversos jornais no exterior. Leon conseguiu retomar as projeções quatro dias depois.

Grandes cineastas

Ao longo dos 35 anos de Mostra, Leon introduziu no Brasil o cinema de grandes autores que de outra forma não teriam chegado ao público nacional. Todos esses diretores tornaram-se também seus amigos pessoais. É o caso do português Manoel de Oliveira, o cineasta mais velho do mundo em atividade, hoje com 102 anos, de quem a Mostra apresentou regularmente os filmes a partir de Amor de Perdição (1979, na 3ª Mostra); o iraniano Abbas Kiarostami, diretor de Gosto de Cereja e Cópia Fiel; e o israelense Amos Gitai, diretor de Kadosh e Alila. Todos vieram inúmeras vezes a São Paulo como convidados ou membros do Júri Internacional da Mostra.

Outros grandes diretores que passaram pela Mostra foram o americano Quentin Tarantino com seu primeiro filme, Cães de Aluguel (1992, 16ª Mostra); o espanhol Pedro Almodóvar, que abriu a 19ª Mostra em 1995 com A Flor do Meu Segredo; o americano Dennis Hopper, que veio a São Paulo em 1984 apresentar O Último Filme; o alemão Wim Wenders, que veio a São Paulo na 32ª e na 34ª Mostra; o diretor de fotografia mexicano Gabriel Figueroa, que trabalhou com John Huston e Luís Buñuel, convidado da 19ª Mostra em 1995; o iraniano Jafar Panahi, hoje mantido em prisão domiciliar pelo governo do Irã; o sérvio Emir Kusturica e o finlandês Aki Kaurismaki, entre tantos outros.

Produtor, diretor e escritor

Leon Cakoff também foi o produtor de importantes projetos que reuniram grandes diretores. Em 2004, ele organizou e lançou na 28ª Mostra o filme Bem-Vindo a São Paulo, reunião de curtas sobre a cidade dirigidos por 12 cineastas, entre eles Caetano Veloso, Phillip Noyce, Maria de Medeiros, Daniela Thomas, Amos Gitai e Tsai Ming-Liang. Foi também o produtor de O Mundo Invisível, filme inédito que reúne curtas de Manoel de Oliveira, Wim Wenders e Atom Egoyan, que terá exibição na 35ª Mostra. Leon dirigiu ainda os curtas Volte Sempre Abbas (1999) e Natureza-Morta (2004), ambos em parceria com Renata de Almeida, e Esperando Abbas (2004).

Ele escreveu os livros Gabriel Figueroa – O Mestre do Olhar, grande entrevista com o mexicano; Ainda Temos Tempo, com crônicas de viagem ligadas a cinema; Cinema Sem Fim, com a história dos 30 anos da Mostra; e Manoel de Oliveira, uma grande entrevista sua com o cineasta português.

Distribuidor e exibidor

Além de programador e produtor, Leon também atuou nas outras pontas do mercado cinematográfico. Em 2000, junto com Adhemar Oliveira, Patrícia Durães e Renata de Almeida, formou a distribuidora Mais Filmes, especializada em filmes de autor. Nos últimos anos, mantinha, com Renata de Almeida, a Filmes da Mostra, que lança filmes em cinema (como Tio Boonmee..., vencedor da Palma de Ouro em Cannes) e coleções em DVD, em parceria com a Livraria Cultura. Com Adhemar, ele era sócio desde 2001 do Unibanco Arteplex, primeiro cinema do Brasil a usar o conceito de multiplex para incluir filmes de arte da programação. 
 

 
 
 
   
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